Com atraso, setor de seguros busca soluções digitais, mostra Bain & Company

Companhias de seguros de todo o mundo têm sido lentas na adoção de ferramentas digitais, especialmente em comparação com os setores bancário e de produtos ou viagens. Grandes seguradoras vêm perdendo espaço para startups, que aproveitam a crescente migração dos consumidores para o mundo digital.

Pesquisa realizada pela Bain & Company mostra que entre 30% e 70% dos clientes de seguradoras se relacionam com as empresas por meios digitais. Nos próximos anos, 79% pretendem migrar para interações digitais, segundo consulta feira com 158 mil consumidores em 18 países.

Por outro lado, a pesquisa revela que um terço das empresas de seguro de vida, e menos da metade das companhias que seguram riscos diversos, não aplica análises de dados avançados e não acompanha qualquer manifestação de contratar um seguro utilizando tecnologia digital.

Os canais, produtos e processos digitais não dispensam os recursos físicos, naturalmente. Mas, como a Bain & Company já identificou em estudo anterior, a combinação de ferramentas físicas e digitais resulta em mais fidelidade do consumidor em relação à empresa.

Com o objetivo de aproveitar as oportunidades que o mundo digital oferece, alguns executivos da área de seguros vêm se esforçando para se adaptar às novas ferramentas e garantir a sobrevivência das companhias, como a adoção de recursos digitais para análise de dados (Big Data). “Algumas empresas ainda não entendem bem como extrair valor a partir das informações coletadas, direcionando grande parte dos investimentos à superação de problemas de gestão de dados, mas o fato de investirem em tecnologia já é um excelente primeiro passo para garantir presença no mundo digital”, afirma Rodrigo Maranhão, sócio da Bain & Company.

Em seu estudo, a Bain & Company compilou as melhores práticas, a fim de orientar os executivos das companhias de seguros em suas estratégias e ações para se tornar cada vez mais digitalizadas nos próximos três a cinco anos:

• Aumentar as experiências digitais do consumidor 

• Ter plataformas de vendas e distribuição omnichannel 

• Aprimorar as operações usando tecnologias digitais 

• Disseminar a análise avançada de Big Data por toda a empresa

• Usar a tecnologia para promover uma transformação digital

• Gerar uma organização pronta para a inovação

Os níveis de digitalização no setor de seguros variam de país para país. Em nenhum deles, porém, há companhias que adotam essas seis melhores práticas. Algumas estão fazendo esforços para ganhar espaço no ambiente on-line. Investimentos em TI devem atingir 5,5% da receita das seguradoras de riscos diversos e 4,1% das companhias de seguro de vida. Aquisição de tablets e equipamentos mobile devem chegar a 60% das empresas do setor.

Muitas seguradoras têm alta capacidade analítica em suas áreas atuariais, destinadas principalmente a prever danos, calcular valores e detectar fraudes. Mas o potencial pode ser muito maior, como, por exemplo, para analisar a fidelidade do cliente ou gerenciar suas reclamações.

Ainda assim, há companhias que ainda não começaram sua modernização, tanto por não saber por onde começar quanto pela frustração com ferramentas que não trouxeram o retorno esperado. O que as empresas devem fazer para surfar na onda do consumidor digital?

Rodrigo Maranhão, sócio da Bain & Company, aconselha: “Para ter sucesso no mundo digital, seguradoras devem começar com pequenos passos. Uma situação interessante, que pode ser aplicada a companhias de todos os tamanhos, consiste em escolher um case e imaginar quais conjuntos de dados seriam adequados para solucioná-lo. Em seguida, começar a criação de modelos e ver o que acontece. A partir disso, elas podem construir habilidades para atingir seu potencial completo, desenvolvendo insights que serão difíceis de replicar e podem até se tornar uma vantagem competitiva.”

Sobre a Bain & Company, Inc.

Bain & Company, uma das maiores consultorias de negócios do mundo, orienta clientes em relação a estratégias, operações, tecnologia, constituição de empresas, fusões e aquisições, desenvolvendo práticas que assegurem aos clientes transparência nos processos de mudança e tomada de decisões. A Consultoria trabalha em sinergia com os clientes, vinculando seu fee aos resultados. O desempenho dos clientes da Bain superou o mercado de ações em 4 para 1. Fundada em 1973, a Bain conta com 55 escritórios em 36 países e atua junto a grandes empresas multinacionais, de private equity e outras corporações em todos os setores da economia. Para mais informações, visite: www.bain.com.br. Twitter: @BainAlerts.