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Press release

Brazil needs 21,000 km of new highways to increase competitiveness and security, reveals study by Bain & Company

Brazil needs 21,000 km of new highways to increase competitiveness and security, reveals study by Bain & Company

Brazil needs 21,000 km of new highways to increase competitiveness and security, reveals study by Bain & Company

  • Ιουλίου 02, 2013
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Press release

Brazil needs 21,000 km of new highways to increase competitiveness and security, reveals study by Bain & Company

As the federal government rushes to launch a large package of concessions and privatization of nearly 7,500 kilometers of federal highways - which will be repaired, partially expanded, and maintained by private companies - Bain & Company, the global management consulting firm, releases a study comparing the condition of Brazilian highways to that of other countries.

(Full article only available in Portuguese)

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Brasil precisa de 21 mil quilômetros de novas autoestradas para aumentar competitividade e segurança, revela estudo da Bain & Company

Com investimento de R$ 250 bilhões, programa poderia ser executado de 8 a 15 anos e impulsionaria o crescimento do PIB brasileiro em até 1,25% a.a.

São Paulo, 02 de julho de 2013 — Enquanto o governo federal apressa-se para lançar um grande pacote de concessões e privatizações de cerca de 7.500 quilômetros de rodovias federais - que serão recuperadas, parcialmente duplicadas, e mantidas pela iniciativa privada - a Bain & Company, empresa global de consultoria de negócios, divulga estudo da situação das estradas brasileiras comparada a de outros países. De acordo com o material, seriam necessários 21 mil quilômetros de novas autoestradas, a um investimento de R$ 200 a 250 bilhões, para aumentar a integração nacional, acentuar a mobilidade da população e do capital, garantir segurança das pessoas e do transporte e até mesmo para defesa nacional. O programa poderia ser executado em seis a oito anos (ou até em 15 anos se forem considerados atrasos de licenciamento, desapropriação e execução de obras que usualmente ocorrem no Brasil) e impulsionaria o crescimento do PIB brasileiro em até 1,25% por ano.

Focado principalmente em autoestradas (rodovias duplicadas), o estudo traz uma comparação de índices como amplitude e cobertura da rede, condições de segurança e custo do transporte, condições de manutenção, nível de investimentos anuais, mas também temas como a regulamentação do setor, e o papel do estado no investimento e na manutenção da malha rodoviária. Para Fernando Martins, sócio da Bain & Company e um dos autores do estudo, "o investimento em autoestradas é algo fundamental para um país com proporções continentais como o Brasil. No entanto, não há uma cobertura de autoestradas nem sequer próxima da necessária e tampouco há construção em ritmo suficiente para que esse cenário mude nos próximos anos".

Em 2009, o Brasil, na soma de todas as esferas públicas e as concessões privadas, investiu 0,35% do PIB (R$ 10,9 bilhões) em rodovias. Esse percentual representa um grande avanço em relação a 2003, quando o investimento atingiu o nível mínimo, de apenas 0,11% do PIB (R$ 2,6 bilhões de reais a valores da época). No entanto, esse nível de investimento não é suficiente para as necessidades brasileiras. Os Estados Unidos, que já possuem uma estrutura rodoviária de cobertura nacional construída há décadas, gastaram 0,8% do PIB nas suas estradas em 2008. A China é o único outro país de proporções continentais e elevada densidade humana além do Brasil e dos EUA (Canadá, Austrália e Rússia têm densidades populacionais muito menores) e construiu nos últimos 15 anos uma infraestrutura rodoviária que efetivamente conecta o país inteiro com cerca de 85 mil quilômetros de autoestradas.

Segurança dos motoristas e passageiros

Antes de qualquer outro motivo para investir em autoestradas, a Bain & Company lista em seu estudo a segurança dos motoristas e passageiros que, no Brasil, é notoriamente baixa. A comparação mostra o quanto o país está atrás de outras nações: em 2008 registrou 19,9 mortes para cada 100 mil habitantes, contra 12 nos Estados Unidos e oito na União Europeia. Morrem por ano no Brasil 70,9 pessoas para cada 100 mil veículos em circulação, contra apenas 15 nos Estados Unidos e 16 na União Europeia.

Martins complementa dizendo que "naturalmente, o elevado índice de acidentes no Brasil não se deve apenas à condição das estradas. Tão notória quanto a condição das nossas estradas é a condição de muitos dos nossos motoristas e dos veículos utilizados por eles. Os governos federais e estaduais investem, e com razão, em programas de educação e segurança no trânsito e em legislações mais restritas. De qualquer maneira, os índices de acidentes são menores em autoestradas do que em rodovias simples também no Brasil".

Aumento da competitividade do país

Outro motivo para acelerar o investimento em autoestradas é o alto custo do transporte e sua importância para a competitividade de custo da indústria brasileira. O modal rodoviário é imprescindível para que as indústrias brasileiras possam competir mundialmente.

De acordo com uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2008 a América Latina gastava 7% do valor das exportações com frete, quase o dobro dos 3,7% gastos pelos Estados Unidos. Parte desse alto custo se deve ao fato de nossa matriz de transporte ainda ser excessivamente dependente de estradas (60% da nossa carga transportada é deslocada por estradas, contra 26% no território americano). E isso só se modifica com pesados investimentos em modais como ferrovias e hidrovias.

São Paulo: "ponto fora da curva"

O estado de São Paulo possui uma densidade rodoviária similar a de geografias comparáveis de países e regiões desenvolvidas. Como São Paulo não tem proporções continentais, em seu estudo a Bain o compara com países como França, Espanha, Alemanha e o estado da Califórnia, possivelmente o mais motorizado dos Estados Unidos. E a conclusão é de que São Paulo não deixaria nada a desejar na comparação com essas geografias.

"São Paulo dispôs historicamente de arrecadações de impostos mais elevadas que outros Estados e constrói autoestradas há muitas décadas. Várias das suas vias mais conhecidas (Bandeirantes, Anhanguera, Anchieta, Castello Branco, para citar algumas) foram abertas entre as décadas de 1950 e 1980 - e algumas construções contaram com recursos financeiros federais na época. Mas também convém reconhecer que o governo paulista - independentemente da década ou século e da orientação política do momento - tendem a dedicar mais atenção pública à construção de autoestradas que outros estados na federação", comenta Martins.

Para receber o estudo completo, entre em contato com jorge.lisauskas@agenciaideal.com.br

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