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Press release

Em ano de forte recuperação, mercado global de luxo deve crescer 29% em 2021, projeta Bain & Company

Em ano de forte recuperação, mercado global de luxo deve crescer 29% em 2021, projeta Bain & Company

Setor deve movimentar 283 bilhões de euros neste ano, impulsionado pela retomada do consumo local, especialmente nos mercados da China e dos EUA

  • novembro 22, 2021
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Press release

Em ano de forte recuperação, mercado global de luxo deve crescer 29% em 2021, projeta Bain & Company

São Paulo, 22 de novembro de 2021 - O mercado global de bens pessoais de luxo voltou com força, experimentando uma recuperação em forma de “V” em 2021, avalia um estudo inédito feito pela Bain & Company. Após uma forte contração em 2020, o mercado de luxo deve crescer 29% nas taxas de câmbio atuais, atingindo 283 bilhões de euros até o fim de 2021. Isso representaria um aumento do tamanho do mercado em 1% em comparação com os mesmos patamares de 2019. Para os próximos anos, a Bain estima que esse mercado pode chegar a 380 bilhões de euros até 2025, com um crescimento sustentado de 6% a 8% ao ano.

Os dados fazem parte da 20ª edição do estudo "Luxury Goods Worldwide Market Study Fall 2021", da Bain & Company em colaboração com a Fondazione Altagamma, fundação da indústria italiana de fabricantes de bens de luxo.

O relatório aponta que o mercado geral de luxo - que engloba bens e experiências de luxo mais amplas - ainda está abaixo dos níveis de 2019, atingindo aproximadamente 1,1 trilhão de euros. Isso ocorreu por conta da mudança das características de consumo menos voltados para experiências (como viagens, restaurantes e hospedagens) e mais direcionados para bens físicos (ítens para o lar, jóias, artes, entre outros), o que compensa apenas metade da lacuna em relação aos patamares de dois anos anteriores.

O mercado de luxo foi impulsionado pela retomada do consumo local, especialmente nos mercados da China e dos EUA, e pela força consistente do canal online. Os clientes mais jovens (Geração Y e Geração Z) continuam impulsionando o crescimento e, juntos, devem perfazer 70% do mercado até 2025. As mudanças no mercado se aceleraram e as marcas de luxo estão modificando sua atuação de fabricantes de produtos para companhias com objetivos específicos, com o foco em uma sociedade mais sustentável, diversa e igualitária.

“As mudanças na indústria de luxo nos últimos 20 anos foram notáveis, e o surgimento da crise da covid-19 veio como um renascimento para as marcas de luxo”, disse Claudia D’Arpizio, sócia da Bain & Company e autora do estudo. “Onde antes tudo se resumia a status, logotipos e exclusividade, as marcas de luxo agora são protagonistas em conversas sociais, impulsionadas por um renovado senso de propósito e responsabilidade.”

Recuperação impulsionada por dois principais mercados
Depois dos impactos causados pela Covid-19, a indústria de luxo voltou a crescer no segundo e terceiro trimestres deste ano em comparação com o mesmo período de 2019. A Bain estima que o resultado mais provável para o quarto trimestre seja um crescimento de 1% em comparação com os patamares de dois anos anteriores, o que permitiria que 2021 terminasse com um nível positivo.

O estudo ressalta que esse crescimento é puxado pela China, onde o tamanho do mercado dobrou desde 2019, bem como um desempenho sólido nos EUA, localidade onde um novo mapa de luxo está emergindo rapidamente com maior importância de cidades secundárias e áreas menos urbanas. As Américas são agora o maior mercado global de luxo, representando 89 bilhões de euros (ou 31% do mercado global). A China, por sua vez, agora representa 60 bilhões de euros (ou 21% do mercado mundial). Além disso, o Oriente Médio foi outro ponto de destaque, com Dubai e Arábia Saudita liderando o crescimento na região.

Já em outros mercados, a Europa, o Japão e o resto da Ásia se recuperaram apenas parcialmente durante 2021 e ainda não atingiram os níveis anteriores à covid-19. De acordo com o estudo da Bain, seu retorno está ligado à retomada das viagens globais. O Japão deve voltar aos níveis anteriores à crise em 2023 e a Europa, em 2024.

“É interessante pensar sobre onde a indústria poderá estar daqui a 20 anos”, ressaltou Federica Levato, sócia da Bain & Company e coautora do estudo. “É provável que a crise marque um ponto de transição do luxo como o conhecíamos - as marcas continuarão a se redefinir, expandindo sua missão além da criatividade e da excelência, tornando-se facilitadores de mudanças sociais e culturais.”

Outros pontos destacados no estudo:

O mercado de segunda mão prosperou durante a crise
A Bain estima que o mercado de luxo de segunda mão (itens usados e seminovos) disparou, atingindo 33 bilhões de euros em 2021. Isso foi impulsionado pelo aumento da demanda e uma arena crescente e competitiva. Como efeito de comparação, o mercado de segunda mão cresceu 65% entre 2017 e 2021, contra um crescimento de 12% no mercado principal de luxo no mesmo período.

O canal online quase dobrou nos últimos dois anos
Após um salto de 50% de 2019 a 2020, o mercado de luxo online continua prosperando, crescendo 27% de 2020 a 2021, para atingir um valor de mercado estimado de 62 bilhões de euros neste ano. De acordo com a Bain, isso foi graças à adoção acelerada durante o período da pandemia da covid-19, com a entrada de novos consumidores. As lojas virtuais controladas por marcas agora representam 40% do segmento online, ante 30% em 2019. As lojas online e de marca única combinadas foram os principais canais para a recuperação de 2021 e liderarão o crescimento no médio prazo.

Aumento da concentração do mercado, mas ainda espaço para novas marcas
Nos últimos 20 anos, as marcas líderes aumentaram tanto sua participação no mercado - alcançando atualmente perto de 33% contra 17% em 2000 - quanto seu tamanho relativo contra outros competidores, que hoje representam até 18 vezes mais do que a média. Mas a Bain avalia que ainda há lugar novos entrantes ocuparam um espaço nesse mercado. Essas empresas atualmente representam 2% do mercado, mas estão experimentando um crescimento duas vezes mais rápido que o mercado mais amplo, apelando para as tendências de consumo em rápida evolução.

Consumidores focando em produtos em vez de experiências
Olhando para o mercado mais amplo de luxo, há uma divergência entre bens e ofertas baseadas em experiências (em particular, móveis, design e boa comida e vinho) versus experiências como viagens e hospitalidade. No entanto, avalia a Bain, o desejo em voltar às experiências está em alta, com sua recuperação dependente principalmente da normalização da viagem.

Marcas de luxo encontram vez em um cenário global em constante mudança
O universo em expansão de clientes de luxo espera mais do que nunca das marcas. Muito além dos produtos, eles buscam personalização e alinhamento com seus valores, voz forte nas questões sociais, e ação e responsabilidade reais no que diz respeito à sustentabilidade, avalia o relatório.

Sobre a Bain & Company

Somos uma consultoria global que auxilia empresas e organizações a promover mudanças que definam o futuro dos negócios. Com 63 escritórios em 38 países, trabalhamos em conjunto com nossos clientes, como um único time, com o propósito compartilhado de obter resultados extraordinários, superar a concorrência e redefinir indústrias. Complementamos nosso conhecimento especializado integrado e personalizado com um ecossistema de inovação digital a fim de entregar melhores resultados, com maior rapidez e durabilidade.

Com o compromisso de investir mais de US$1 bilhão em serviços “pro bono”, em 10 anos, usamos nosso talento, conhecimento especializado e percepção em prol de organizações que enfrentam atualmente os desafios urgentes relacionados ao desenvolvimento socioeconômico, meio ambiente, equidade racial e justiça social. Recentemente, recebemos a classificação ouro da EcoVadis, plataforma líder em classificações de desempenho ambiental, social e ético para cadeias de suprimentos globais, o que nos coloca entre os 2% melhores de todas as companhias.

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