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O mercado global de comércio eletrônico passa por uma reconfiguração acelerada impulsionada pela expansão do comércio por agentes de inteligência artificial. Estimativas do setor indicam que o modelo movimentará até 6,2 trilhões de dólares em vendas totais até 2030, impulsionado por uma taxa de crescimento anual composta de 129% nas transações por IA. Os dados são de um estudo da Bain & Company, que mostra que o avanço do formato deve substituir cerca de 20% do e-commerce tradicional até o fim da década.
O apetite dos consumidores por esse modelo cresce em ritmo acelerado. O estudo mostra um salto de 1,6x na adesão de usuários a ferramentas de IA para pesquisar produtos e comparar preços, passando de 36% para 59% em um período de apenas 14 meses. A rapidez dessa mudança pressiona bancos e emissores de cartão a lançarem ofertas integradas para evitar a perda de visibilidade ao longo da jornada de compra do cliente.
“A grande virada de chave para o setor financeiro é não apenas acompanhar essa tecnologia, mas liderar a criação da infraestrutura de confiança e segurança que vai validar cada transação executada por algoritmo”, diz Luiza Cerri, sócia da Bain & Company.
Com o agente autônomo assumindo as decisões de compra, a dinâmica do checkout e a escolha do meio de pagamento também mudam. Os algoritmos passam a orquestrar dinamicamente os pagamentos em tempo real, avaliando fatores como custos de transação, velocidade e programas de recompensas. Como consequência, a fidelidade de marca do emissor do cartão e a preferência tradicional do consumidor perdem o protagonismo na hora de finalizar o pedido.
Essa transformação redistribui os fluxos de receita entre os participantes da cadeia de pagamentos. “Para se manterem relevantes, instituições de grande porte e bancos regionais apostam em diferentes frentes. A estratégia inclui desde a monetização de infraestruturas de verificação de identidade e protocolos de segurança até o aproveitamento de dados proprietários para reforçar a proteção contra fraudes em transações autônomas”, comenta Luiza.