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      Brief

      Combustíveis Renováveis: a oportunidade que vai redefinir uma geração

      Combustíveis Renováveis: a oportunidade que vai redefinir uma geração

      Empresas líderes estão separando o sinal do ruído e investindo em uma estratégia que reflita seus pontos fortes.

      By Wren Kabir, Sasha Duchnowski, Valeria Sterpos, Felipe Cammarata, Per Karlsson, and David Frampton

      • min read
      }

      Brief

      Combustíveis Renováveis: a oportunidade que vai redefinir uma geração
      pt-BR
      Executive Summary
      • As condições atuais do mercado são desafiadoras para os produtores de combustíveis renováveis, dado o desequilíbrio entre oferta e demanda e a incerteza política no curto prazo.
      • Porém, até 2050, os combustíveis renováveis podem representar de 10% a 15% dos combustíveis de transporte, criando um mercado mais restrito e novos bolsões de lucro entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões.
      • As tecnologias e rotas de produção atuais não atenderão à demanda futura; serão necessários novos insumos e tecnologias.
      • Líderes estão olhando para frente e criando opções para crescimento ao focar nos clientes, abraçar a flexibilidade e parcerias, e inovar para mitigar riscos.

      Em poucos anos, muitos executivos que consideravam a decisão de investir em combustíveis renováveis passaram de perguntar: “Minha empresa deve investir?” para “Quando e como minha empresa deve investir?”. Essa mudança reflete a necessidade de equilibrar os ganhos de longo prazo com os riscos e incertezas de curto prazo.

      A indústria de combustíveis renováveis avançou significativamente, principalmente desde a aprovação do Inflation Reduction Act (IRA) nos EUA em 2022 e da Diretiva de Energia Renovável revisada da UE (RED III e RED III.5) em 2023. A capacidade de produção global mais que dobrou entre 2021 e 2024 e pode mais do que triplicar até 2028 em cenários razoáveis. A demanda por combustíveis renováveis drop-in ultrapassará a dos biocombustíveis tradicionais, e a necessidade de combustíveis renováveis que usam insumos com base em resíduos (por exemplo, óleo de cozinha usado) e novas culturas oleaginosas deve crescer significativamente.

      Para colocar a oportunidade em perspectiva, é plausível que, até 2050, a demanda global por combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável possa ser cerca do dobro do tamanho dos mercados globais atuais de etanol e biodiesel. Em um cenário moderado com pressupostos de demanda conservadores, antecipamos que os combustíveis renováveis representarão de 10% a 15% da demanda total de combustíveis para transporte até 2050, com um bolsão de lucro entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões. Isso é cerca de 4% a 6% do tamanho da média da renda líquida do mercado global de petróleo e gás nos últimos cinco anos.

      Os lucros com combustíveis renováveis podem chegar a US$ 100 a 150 bilhões até 2050 — cerca de 4% a 6% do tamanho da indústria atual de petróleo e gás.

      A pressão para entrar neste mercado nunca foi tão intensa. Os primeiros mandatos de mistura de combustíveis na aviação e no setor marítimo começarão este ano na UE, os prazos iniciais voluntários de descarbonização de combustíveis para muitas empresas de petróleo e aviação estão previstos para 2030, e o debate está se intensificando em torno da proibição pela UE, em 2035, das vendas de novos veículos com motores de combustão interna.

      De empresas do agronegócio a companhias de petróleo e gás, executivos em toda a cadeia de suprimentos de combustíveis reconhecem a oportunidade geracional do setor de combustíveis renováveis e a pressão crescente. Mas a maioria das empresas ainda está à margem, pois é um ambiente difícil para operar e tomar decisões, e muitas estão com dificuldades para gerar retornos. Há uma volatilidade significativa no curto prazo devido a incertezas regulatórias, mercados de diesel renovável e biodiesel com excesso de oferta, dificuldades em garantir insumos e contratos de venda, e pressões econômicas que estão elevando os custos de capital e comprimindo os retornos dos projetos.

      Esses ventos contrários produziram resultados mistos em 2024. Algumas grandes empresas de petróleo e gás pausaram ou reduziram investimentos em combustíveis renováveis, e algumas empresas menores do setor enfrentaram falências e cancelamentos de projetos. Enquanto isso, outras empresas continuaram avançando com seus programas de energia de baixo carbono. Elas estão gerenciando riscos em suas apostas atuais e buscando investimentos de baixo capital que proporcionem flexibilidade e opções para crescimento futuro, como a remoção de gargalos de capacidade ou a exploração de tecnologias disruptivas. Além disso, grandes fundos de private equity entraram no mercado com investimentos significativos, como Mubadala Capital investindo no projeto de biorrefino no Brasil e a KKR com a aquisição de 25% da Enilive, avaliada em mais de US$ 12 bilhões. 

      Pode ser tentador interpretar os resultados mistos do ano passado. A realidade é que o setor de combustíveis renováveis nunca iria progredir em linha reta. Os líderes emergentes veem os mercados de diesel renovável e biodiesel com excesso de oferta, as incongruências políticas e o sentimento dos acionistas a favor de retornos em dinheiro e disciplina de capital pelo que são: ruído.

      O sinal de longo prazo, no entanto, é claro: o mundo está se movendo em direção a um futuro mais descarbonizado. A questão é: em que ritmo, e o que isso significa para o equilíbrio entre ativos existentes, oportunidades em energia convencional e apostas em combustíveis renováveis?

      Grande mercado em qualquer cenário

      Independentemente do cenário de transição energética, a demanda por combustíveis renováveis deve ser de duas a quatro vezes maior que o nível atual até 2050, segundo nossa análise (ver Figura 1). O combustível de aviação será o combustível renovável com crescimento mais rápido, pois é pouco provável que existam soluções alternativas viáveis para redução de carbono pelo menos na próxima década, e o SAF terá um papel fundamental na descarbonização do setor. Da mesma forma, os combustíveis renováveis produzidos a partir de resíduos estão bem posicionados para ajudar a descarbonizar o transporte pesado, de longa distância e o transporte público, devido à sua compatibilidade drop-in com a infraestrutura de diesel já existente.

      Figura 1
      A demanda global por combustíveis renováveis deve ao menos dobrar até 2050, principalmente devido aos setores de aviação e marítimo.

      Note: Includes demand for biofuels based on first- and second-generation feedstock and electro-fuels, primarily electro-sustainable aviation fuel and electro-methanol

      Source: Bain sustainable fuel integrated supply and demand model

      No entanto, a oferta limitada provavelmente será uma característica do cenário no longo prazo. Embora a oferta hoje supere a demanda e deva acompanhar as exigências regulatórias nos próximos anos, as tecnologias e rotas de produção atualmente maduras não serão capazes de atender à demanda futura (ver Figura 2).

      Figura 2
      Atender à demanda exigirá novos insumos e tecnologias

      Notes: Includes hydroprocessed esters and fatty acids (HEFA) and fatty acid methyl esters (FAME) feedstocks and fuel pathways; excludes ethanol, methanol, and emerging feedstocks and fuel pathways (e.g., alcohol-to-jet, gasification); available feedstock in 2023 refers to practically available, as not all available feedstock is turned into fuel due to lack of refineries or collection processes

      Source: Bain sustainable fuel integrated supply and demand model

       

      As empresas provavelmente buscarão inicialmente insumos agrícolas e resíduos, devido à sua disponibilidade e maturidade. Desenvolver e ampliar outras opções, como novas sementes oleaginosas, será um processo complexo, mas essas fontes serão fundamentais para superar as restrições de oferta. Sem esses catalisadores significativos para insumos derivados de ésteres e ácidos graxos hidroprocessados (HEFA), será necessário recorrer a rotas alternativas mais caras, como os combustíveis sintéticos (e-fuels) e os processos de gaseificação e Fischer-Tropsch (GFT).

      Mudanças únicas e rápidas

      Obstáculos específicos dos combustíveis renováveis tornam desafiador escalar investimentos e desenvolver esse mercado.

      Os ecossistemas de biocombustíveis são complexos, com múltiplos atores ao longo da cadeia de valor, cada um desempenhando um papel essencial. Por exemplo, cultivar novos insumos para refino de baixo carbono exige coordenação entre parceiros não tradicionais. Para os refinadores, acessar a oferta extremamente fragmentada de óleos residuais no mundo ou produtores de culturas novas é uma capacidade nova. Também será necessário desenvolver cadeias de suprimento adicionais, conectando mercados novos e distintos de matérias-primas aos centros tradicionais de produção e distribuição.

      Diferentemente do refino convencional, os combustíveis renováveis terão múltiplas rotas tecnológicas vencedoras, determinadas por características regionais e vantagens relativas. Por exemplo, os EUA podem enfrentar um excedente de etanol no futuro com a queda na demanda por gasolina — o que pode incentivar investimentos no processo de álcool para querosene (ATJ). Já na Europa, há incentivos ao desenvolvimento de insumos avançados, o que pode ampliar sua disponibilidade no longo prazo.

      Avaliar o valor dos combustíveis renováveis continuará sendo difícil. As políticas de combustíveis limpos são inconsistentes. Os Estados Unidos continuam adotando uma abordagem de “incentivo” (com subsídios e créditos) para estimular a adoção, enquanto a União Europeia utiliza uma abordagem de “punição” (com mandatos e impostos). Mesmo dentro das regiões, as abordagens não são padronizadas. Por exemplo, a política de Padrão de Combustível de Baixo Carbono da Califórnia usa uma metodologia diferente para medir, reportar e validar a intensidade de carbono em comparação com o Padrão de Combustíveis Renováveis e os programas do IRA do governo federal dos EUA. Nos mercados voluntários, os créditos negociados têm pouca liquidez e os sinais de preço ainda estão sendo estabelecidos. Esses sinais de preço vão variar dependendo do cliente final, pois cada setor atribui um valor diferente a um crédito renovável com base em seus compromissos de carbono e necessidades regulatórias.

      Diferente dos projetos tradicionais de capital na área de energia, os investimentos em combustíveis renováveis apresentam um perfil de risco distinto, que exige uma mentalidade semelhante à do capital de risco. Esses projetos são aprovados com um grau maior de incerteza e, geralmente, com um horizonte de retorno diferente.Pode-se levar dois anos para construir uma refinaria tradicional, com expectativa de retorno entre quatro e seis anos. Por outro lado, cultivar uma nova matéria-prima agrícola pode exigir 10 anos de pesquisa e testes de campo antes de atingir escala comercial. Da mesma forma, investir em uma nova tecnologia de produção, como o processo álcool-para-querosene (ATJ), pode levar anos até que seus custos se tornem competitivos.

      Fatores-chave para o sucesso

      Navegar por esses obstáculos e mitigar os riscos dos projetos será o que vai definir os vencedores do setor. Cinco alavancas estão se mostrando as mais cruciais para o sucesso na indústria de combustíveis renováveis:

      1. Maximize os retornos dos ativos existentes. As margens da indústria de combustíveis renováveis cresceram por anos antes da recente desaceleração. As empresas focaram em crescimento e expansão de capacidade enquanto a demanda aumentava. Com isso em mente, há lições a serem aprendidas com a indústria de combustíveis convencionais, cujas empresas de excelência usaram períodos de baixa no ciclo de mercado para focar na competitividade dos ativos, acionando todos os mecanismos possíveis para ampliar margens e fluxo de caixa.

      Para quem atua nas cadeias de valor dos combustíveis renováveis, isso significa redirecionar o foco para a otimização das cadeias de suprimento e dos custos de insumos, reduzir drasticamente os custos operacionais e de capital contínuo, e maximizar a produção para melhorar a economia por unidade. Após anos subindo uma curva de aprendizado íngreme, muitas empresas agora têm, pela primeira vez, a chance de dar um passo atrás e identificar oportunidades de melhoria. Muitas já estão começando a ajustar suas estruturas, aprimorar processos e aumentar o uso de ferramentas digitais — como controles de processo automatizados e análises avançadas — para prolongar a vida útil dos catalisadores nos reatores.

      2. Seja mais orientado ao cliente do que nunca. Com combustíveis renováveis, as empresas não estão vendendo apenas um produto, mas sim redução de carbono e conformidade regulatória. É uma proposta de valor diferente, que exige uma abordagem muito distinta de marketing e vendas.

      Para um refinador de petróleo e gás, entrar no mercado de combustíveis renováveis exigiu entender profundamente sua base de clientes para poder segmentar aqueles que valorizam sustentabilidade como critério-chave de compra. Ao contrário dos projetos tradicionais de capital em petróleo e gás, esse tipo de empresa precisa garantir contratos de venda (offtake) com os clientes antes mesmo de tomar a decisão final de investimento — um novo paradigma. Desenvolver capacidades centradas no cliente, como compreender a demanda variável por SAF e os diferentes requisitos regulatórios por região, tem sido fundamental para ativar a demanda inicial. (Para mais detalhes, veja o artigo da Bain “How to Master the Art of Selling Sustainability.”)

      Os compradores também precisam adaptar suas práticas de aquisição, o que impacta diretamente os vendedores. As companhias aéreas, por exemplo, estão assinando contratos de longo prazo para garantir o fornecimento de SAF e fixar o preço. Isso é bem diferente de como elas costumam comprar combustível de aviação convencional, normalmente temporizando as compras para se proteger contra riscos e custos elevados.

      3. Defina uma intenção clara e adote o planejamento de cenários dinâmico. Os primeiros líderes estão bem conscientes de sua intenção estratégica (e onde e como estão jogando na ofensiva ou na defensiva) e da postura de investimento (apostas ousadas vs. estratégias de proteção). Diferente de outros setores, o mercado de combustíveis renováveis possui diversas combinações possíveis de matérias-primas, tecnologias e mercados finais que provavelmente se mostrarão boas apostas. Isso dá aos líderes empresariais uma margem de erro, mas também torna ainda mais essencial que adaptem sua estratégia às capacidades, ativos e condições locais de sua empresa. Por exemplo, uma empresa com presença no agronegócio pode ter acesso exclusivo a fontes de insumos, enquanto uma gigante do setor de petróleo e gás pode explorar sua expertise logística e de refino para converter instalações existentes em unidades de produção de SAF.

      A quantidade de combinações possíveis de matérias-primas, tecnologias e mercados finais que uma empresa pode seguir também exige uma estratégia tão flexível e complexa quanto o próprio setor. Um planejamento robusto de cenários, aliado ao monitoramento de marcos — como mudanças políticas, oscilações econômicas ou avanços tecnológicos — permitirá que os líderes façam apostas de proteção e pivoteiem rapidamente quando surgirem novas oportunidades ou riscos.

      How we can helpStrategic Planning

      Rigid calendar-year planning cycles are obsolete. Our Living Strategy approach helps you conquer four pitfalls of strategic planning so you can join the elite ranks of companies that meet and exceed their strategic ambition.

      4. Colabore em toda a cadeia de valor. Parcerias são essenciais. Muitas empresas que estão entrando no mercado de combustíveis renováveis estão fazendo coisas fora do seu core business, e poucas têm todas as capacidades necessárias para seguir sozinhas. Além disso, há o típico dilema de setores emergentes: é arriscado para os produtores começarem a construir capacidade sem demanda garantida, assim como é arriscado para os compradores se comprometerem sem fornecimento garantido. Parcerias para desenvolver oferta e demanda em conjunto são menos arriscadas, permitem dividir custos e facilitam uma entrada mais rápida no mercado.

      Não é surpresa, então, que os primeiros a entrar no mercado estejam apostando em joint ventures, fusões e aquisições, e alianças entre setores. Exemplos incluem: Bunge e Chevron, que lançaram uma joint venture em 2022 para insumos de combustíveis renováveis, combinando a capacidade de processamento de oleaginosas e o relacionamento com agricultores da Bunge com a expertise da Chevron em produção e comercialização de combustíveis. Em novembro, BP e Corteva anunciaram planos para formar uma joint venture voltada à entrega de insumos agrícolas para SAF que atendam aos critérios regulatórios da UE e sejam elegíveis a incentivos dos EUA. Entre as aquisições recentes estão a compra da produtora de biocombustíveis Renewable Energy Group pela Chevron e a aquisição da unidade de coleta de óleo de cozinha usado da Crimson Renewable Energy Holdings pela Neste.

      5. Inove para mitigar riscos financeiros. Líderes emergentes estão reduzindo riscos de maneira criativa, inclusive buscando fontes de financiamento e mecanismos não tradicionais. Isso continuará sendo essencial nos próximos anos, já que os executivos enfrentam pressão para entregar valor aos acionistas enquanto o mercado escala. Fazer parcerias com investidores dispostos a compartilhar riscos e recompensas pode ajudar a proteger as margens e garantir a viabilidade de longo prazo. Uma empresa de petróleo e gás, por exemplo, está montando uma operação de comercialização de combustíveis renováveis antes mesmo de iniciar a produção interna — em parte para gerar receita mais cedo, atender exigências regulatórias e ganhar experiência nesse setor emergente.

      Executando em um mercado em rápida transformação

      A oportunidade está clara, mas o mercado de combustíveis renováveis está evoluindo rapidamente. As empresas estão correndo para garantir vantagem como pioneiras, especialmente no acesso a matérias-primas. Os vencedores serão aqueles que agirem com decisão para garantir sua posição antes que a janela de oportunidade se feche. Ao investir cedo, construir parcerias sólidas e alinhar suas estratégias aos seus pontos fortes, os líderes podem desenvolver vantagens competitivas em um setor que está prestes a transformar a energia global.

      Authors
      • Headshot of Wren Kabir
        Wren Kabir
        Partner, Houston
      • Headshot of Sasha Duchnowski
        Sasha Duchnowski
        Partner, Chicago
      • Headshot of Valeria Sterpos
        Valeria Sterpos
        Partner, Milan
      • Headshot of Felipe Cammarata
        Felipe Cammarata
        Partner, São Paulo
      • Headshot of Per Karlsson
        Per Karlsson
        Partner, Oslo
      • Headshot of David Frampton
        David Frampton
        Associate Partner, Oslo
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      First published in fevereiro 2025
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