Brief
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Sumário Executivo
Da experimentação à geração de valorO avanço da adoção reflete uma mudança de fase na maturidade das empresas brasileiras diante da inteligência artificial, com a passagem definitiva da experimentação para a geração de valor sustentável. Esse movimento reflete a transição definitiva da fase de experimentação para a de geração de valor sustentável, em que a capacidade de integrar a inteligência artificial à estratégia central do negócio separa os líderes de mercado das organizações que correm o risco de obsolescência. Motores e gargalos da adoçãoEntre os principais motores para a implementação de IA no mercado nacional estão a busca por ganho de produtividade de pessoal (56%), o aumento de vendas (32%) e a melhoria da eficiência em processos não ligados a pessoal (24%). Como contrapartida, as preocupações com segurança e privacidade de dados (29%), a falta de expertise interna (28%) e a baixa maturidade dos dados corporativos (22%) figuram como os principais gargalos relatados pelos executivos para avançar com maior velocidade. Eficiência operacional impulsionada pela IAO apoio da IA ao trabalho analítico e intelectual (knowledge work), como elaboração de relatórios, pesquisas e análises de dados, consolidou-se como o uso mais frequente e mais adotado nas linhas de frente das empresas brasileiras, com crescimento de 14 pontos percentuais na comparação anual. Em 2026, a inclusão de IA em produtos atuais cresceu 7 pontos percentuais e o uso em operações de vendas subiu 4 pontos percentuais, enquanto as interfaces tradicionais de linguagem natural (chatbots) registraram queda de 11 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. No setor administrativo, a aceleração no uso da IA no país foi liderada pelas áreas de TI (avanço de 25 pontos percentuais) e Operações (23 pontos percentuais), seguidas por Atendimento ao Cliente (16 pontos percentuais), enquanto o segmento de desenvolvimento de software manteve estabilidade na comparação com 2025. Resultados e próximos investimentosAtualmente, 62% das empresas reportam impacto financeiro direto gerado por iniciativas de IA, enquanto 91% afirmam que a tecnologia atendeu ou superou as expectativas. As taxas médias de aprovação dos projetos chegam a 93% no setor administrativo e 89% na área comercial. Impulsionadas por esse desempenho, 98% das companhias brasileiras confirmam que pretendem aumentar seus orçamentos para a tecnologia no próximo ciclo.
O valor real da IA não vem do gerenciamento de ações dispersas, mas da concentração de recursos em estratégias capazes de alterar a economia do negócio. Como os modelos de IA se tornarão acessíveis a todo o mercado, a verdadeira vantagem competitiva não virá da tecnologia em si, mas da capacidade de incorporar dados proprietários e o conhecimento interno da empresa na automação dos seus processos. Sobre a pesquisa Realizada em julho de 2026, a pesquisa reuniu respostas de 140 empresas brasileiras de diferentes portes, com faturamento anual entre R$ 40 milhões e mais de R$ 10 bilhões. A amostra abrange diferentes setores da economia, incluindo serviços financeiros, bens de consumo, tecnologia, varejo, energia e recursos naturais, transporte, serviços de tecnologia, manufatura avançada, automotivo, saúde e farmacêutica, mídia e entretenimento e telecomunicações.
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