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COP26: a hora da verdade para líderes e organizações

COP26: a hora da verdade para líderes e organizações

Estudo da Bain destaca quatro princípios que devem determinar a tomada de decisões das organizações para alcançar a transição para uma economia de zero carbono

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COP26: a hora da verdade para líderes e organizações
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Brasil, 26 de outubro de 2021 - A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), se aproxima, com um chamado mais do que urgente para os líderes globais. A partir de 31 de outubro, em Glasgow, na Escócia, todos os signatários do Acordo de Paris devem reforçar de maneira enfática seus compromissos para acelerar as medidas que resultem na tão urgente transição para uma economia de carbono zero. Nesse compasso, as lideranças empresariais têm um papel de protagonismo não trivial.

É evidente que estamos na direção correta. Muitas organizações seguem comprometidas em se tornar net zero até 2050, inclusive nós, da Bain. Porém, nunca é demais amplificar essas estratégias, elevando-as a um grau de coordenação que transcenda seus escopos de atuação. É preciso ir além. E a COP26 é o fórum adequado para essa tomada de ação.

Como muito bem colocaram meus sócios na Bain, Torsten Lichtenau, Jenny Davis-Peccoud, Emmet Gaffney e Mattias C. Karlsson, em uma análise precisa, essa agenda já vinha se acelerando antes da pandemia de covid-19. Mas, dado o momento atual, essa pauta ganhou novas proporções. O grau de conscientização que estamos presenciando por parte das corporações em suas ambições de descarbonização vai muito além do olhar para dentro de casa. Ele se estende ao longo de toda a cadeia de abastecimento e também a seus consumidores, que naturalmente demandam ações propositivas de responsabilidade com o meio ambiente.

A COP26, como todo evento, tem início e fim estipulados. Seu objeto de discussão, não. É importante, porém, que os líderes globais e os CEOs das organizações não tenham a menor dúvida sobre o que fazer após a conclusão da cúpula. Muito pelo contrário, a mensagem precisa ser clara. Não se trata mais de estipular os objetivos, porque isso já foi feito há seis anos, em Paris. Agora, é hora de promover uma grande aceleração, em aspectos regulatórios, financeiros e organizacionais, ou até mesmo de pragmatismo. Todas as decisões, de maneira absoluta, devem convergir para um único propósito: emissões zero de carbono.

Esse processo de transição será prioridade na agenda dos líderes empresariais. É um trabalho que levará décadas. Mas, com um conjunto significativo de etapas, teremos uma transformação sem volta. E, a despeito de eventuais pontos ainda a ser estabelecidos, como o Artigo 6 do Acordo de Paris, com a implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e a criação de um mercado voluntário de créditos de carbono, cabe às organizações assumir a dianteira. A COP26 será a hora da verdade para as lideranças.

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