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Press release

Recessão afasta investidores de private equity no Brasil

Recessão afasta investidores de private equity no Brasil

  • março 08, 2018
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Press release

Recessão afasta investidores de private equity no Brasil

Ao contrário do cenário encontrado em mercados desenvolvidos, fundos de participação em empresas não têm performado bem no País. Estudo da consultoria global de negócios Bain & Company indica que o desempenho brasileiro e da América Latina foi abaixo de outras regiões emergentes, EUA e Europa (desenvolvida) tanto nos últimos 12 meses, como nos últimos cinco e dez anos.

A pesquisa aponta que o desempenho líquido médio acumulado da região da América Latina e Caribe em cinco anos está negativo em 2%. Nos Estados Unidos, os fundos do gênero renderam 15% e o portfolio das economias avançadas europeias alcançaram 16%. "Neste ambiente, apenas fundos que têm histórico de sucesso conseguem fazer captações", afirma André Castellini, sócio e coordenador da área de private equity da Bain & Company.

Em três trimestres de 2017, os recursos internacionais direcionados ao Brasil alcançaram US$ 360 milhões, muito abaixo do US$ 1,6 bilhão captado em 2016 e bem longe dos 11,2 bilhões alcançados no auge do interesse no País, em 2011. Apesar da melhora do ambiente macro, muitos gestores, principalmente de fundos menores, preferem não se arriscar em novas operações sem definição do cenário atual.

Não obstante, há razões para acreditar em uma retomada nos próximos anos, se o País implementar as medidas econômicas bem avaliadas pelo mercado. "Ainda há muita liquidez global. Vários investidores institucionais precisam ter exposição em ativos de maior risco para gerar o retorno esperado e o mercado de ações muitas vezes não cumpre esse papel", diz Castellini. "Além disso, outros mercados emergentes possuem barreiras e desafios até mais complexos que o Brasil e a América Latina", finaliza.

Sobre a Bain & Company

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