Após anos de investimentos consistentes para tornar as experiências digitais mais rápidas, simples e intuitivas para os clientes, o NatWest Group tinha todos os motivos para se acomodar com os resultados alcançados. Melhorias significativas na experiência do cliente e um desempenho financeiro líder de mercado devolveram o impulso ao banco. Mas sua jornada para se tornar o principal banco do Reino Unido estava apenas começando.
O NatWest tem uma ambição simples: ter sucesso com seus clientes. No centro dessa estratégia está a promoção de uma cultura de crescimento disciplinado, impulsionada pelo fortalecimento do relacionamento com os clientes principais e pela maximização de oportunidades de crescimento por aquisições, como a integração bem-sucedida de clientes do Metro Bank e do Sainsbury’s Bank, recentemente adquiridos.
O NatWest já entendia há tempos que, mesmo em um mundo digital, o relacionamento com o cliente precisa ser pessoal e humano. O banco havia investido em uma base digital robusta, capaz de oferecer uma visão 360 graus do cliente, com uso de machine learning e IA generativa. Também já havia evidências do valor dessa abordagem — dobrando o Customer Lifetime Value e triplicando o Net Promoter ScoreSM — ao usar esses dados para se relacionar com os clientes. Mas escalar isso para todos os 18 milhões de clientes? Esse era o desafio — ainda que não pelos motivos que se poderia imaginar.
Na maioria dos casos, boas ideias e insights são raros. Mas não aqui. Ao conversar com equipes do banco — da linha de frente, que atende os clientes no dia a dia, aos times responsáveis por iniciativas de longo prazo para melhorar a experiência do cliente —, ficava claro que não faltavam boas ideias, estratégias sólidas e insights relevantes.
O problema é que, muitas vezes, essas ideias, estratégias e insights se perdiam em uma rede complexa de plataformas de dados, tecnologias e processos cheios de etapas de repasse. A complexidade era difícil de dimensionar: centenas de bases de dados diferentes, cada uma exigindo conhecimento especializado para ser interpretada, além de inserções e reinserções manuais de dados, preenchimento de formulários etc.
Demorava simplesmente tempo demais para transformar uma ideia em valor, o que gerava frustração entre as equipes e sobrecarga para os clientes. Em geral, levava de 60 a 100 dias para transformar um insight simples sobre o cliente em uma campanha no mercado:
— 40 pessoas em tempo integral para criar essa campanha
— Mais de 10 transferências entre diferentes equipes
Ainda assim, 80% dessas campanhas eram consideradas “não relevantes” pelos clientes.
Embora fosse natural querer otimizar esse processo de 60 a 100 dias — por exemplo, priorizando uma lista extensa de iniciativas e avançando aos poucos —, o banco decidiu seguir por outro caminho. Em vez de reduzir de 60 para 55, 50, 45 dias etc, a liderança fez uma pergunta simples: e se fosse possível fazer tudo isso em apenas um dia? Em outras palavras, em vez de ajustar o modelo atual, por que não reinventá-lo do zero?